



O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 a 1650. Além de reviver a antiga cultura grego-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do humanismo foi sem dúvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição e modelo de civilização. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média.Pintura
Perspectiva - arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo princípios da matemática e da geometria.
Uso do claro-escuro - pintar algumas áreas iluminadas e outra na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos.
Realismo - o artista do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandioso do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas adimirada.
Barroco



A escola Barroca começa a incluir a sombra e luz iniciando um novo conceito na representação pictórica: a textura da imagem. Até então as cenas eram representativas respeitando-se a simetria, triangulação e perspectiva. Agora a textura passava a enriquecer as representações dando-lhes a impressão da tridimensionalidade. Aspecto esse que transferimos para a televisão.
Caravaggio - Nascido na Itália - foi uma das personalidades mais fascinantes da história por ter encarnado o ideal do artista em conflito com as convenções sociais. O uso da luz e sombra, definido como o uso do dramático do claro-escuro proporcionaram um novo vocabulário histórico.
Esta nova técnica permite a ilusão de maior dramaticidade da cena, uma vez que a representatividade ganhava expressão própria. A luz passou a ser elemento gerador de sensações que Caravaggio pintava geralmente com iluminação de lamparinas ou muitas velas, dando-lhe elementos comparativos dos resultados iluminados com forte fonte de luz.
Rembrandt - artista holandês - também da escola barroca, fez sucesso como retratista. Podemos observar em sua obra a predominância do uso da luz e sombra como destaque e contrastes, mantendo a técnica já absorvida no conhecimento do "ponto de ouro" grego. A iluminação em pintura de pessoas proporcionava o destaque da textura da pele com suas saliências e depressões. Os contornos dos rostos mais marcados só foram possíveis graças ao controle da luz de Rembrandt em suas obras.
Goya - espanhol - utiliza-se da sombra e luz já como alusão ao horror. Sua obra "Os fuzilamentos do Três de Maio de 1808" é iluminada por um lampião como sendo a única fonte de luz, mostrando na penumbra o horror dos soldados apontando suas armas e na figura central um espanhol com braços abertos como que, num gesto semelhante a Jesus Cristo está sendo injustiçado. Este elemento está em destaque pelo facho de luz mais forte do lampião que o ainge. Os demais elementos, em expressões de desespero e horror ficam quase na penumbra.
Desde esta época cenas de horror, suspense, mistérios já vem de alguma forma sendo representadas como escuras, tendo um ponto de luz como fonte de iluminação para gerar este tipo de emoção. A televisão denomina este tipo de iluminação como "luz recortada": um só ponto de luz gerando sombras marcadas no lado oposto ao iluminado. O uso de pouca cor nas obras de Goya também geram estes tipos de emoção.
Impressionismo




O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Havia algumas considerações gerais, muito mais práticas do que teóricas, que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizam a pintura impressionista.
Principais características da pintura:
A pintura deve registrar as tonalidades que objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.
As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens.
As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado.
Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem dissociados nos quadros em pequenas pinceladas. É observador que, ao admirar a pintura combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se óptica.
Cubismo

O movimento cubista começou em 1907 e terminou em 1914, apesar de ter persistido ainda quando os artistas envolvidos abandonaram-no.
Geometrização das Figuras
A geometrização das figuras resulta numa arte intuitiva e abstrata derivada da experiência visual. Basea-se essencialmente na luz e na sombra.Rompe com o conceito de arte como limitação da natureza ( a que vinha desde a renascença), bem como com as noções da pintura tradicional como a perspectiva.

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